Desidratação em pediatria
Guia prático de desidratação pediátrica: sinais clínicos, classificação de gravidade, hidratação oral e reposição venosa.
Revisado em 26/05/2026
Baseado em protocolos da OMS e SBP
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Resposta rápida
A desidratação deve ser classificada pelo conjunto de sinais clínicos, não por um achado isolado. A conduta muda conforme gravidade: hidratação oral, observação, expansão volêmica ou reposição venosa calculada.
Quando usar esta página
Perda hídrica por diarreia, vômitos, febre ou baixa ingesta.
Dúvida sobre grau de desidratação e necessidade de venóclise.
Necessidade de calcular manutenção, déficit ou bolus.
Sinais de gravidade
- Choque, enchimento capilar prolongado, pulso fraco ou extremidades frias.
- Letargia, confusão, convulsão ou sinais de hipoglicemia.
- Anúria/oligúria importante ou perda ponderal relevante.
- Hipernatremia suspeita, desnutrição grave ou comorbidades complexas.
Conduta inicial
Avaliar estado geral, sede, mucosas, lágrimas, olhos, turgor, diurese e perfusão.
Pesar a criança sempre que possível para estimar perdas e cálculo por kg.
Priorizar SRO se sem choque e com via oral viável.
Usar expansão com cristaloide isotônico em choque e reavaliar resposta clínica.
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Não deixar passar
Choque séptico mascarado como desidratação.
Hipernatremia com correção rápida demais.
Hipoglicemia em lactentes, desnutridos ou baixa ingesta prolongada.
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Perguntas frequentes
Como classificar desidratação?
Use o conjunto de sinais clínicos: estado geral, sede, mucosas, lágrimas, olhos, turgor, diurese e perfusão. Um sinal isolado não basta.
Quando hidratação venosa é necessária?
Em choque, desidratação grave, rebaixamento, falha da via oral, vômitos incoercíveis ou contraindicação à hidratação oral.